Enquanto isso a vida vai passando...
Eu fiquei esse tempo todo tentando entender os motivos para a gente ter se afastado tanto. Tentando encontrar as razões pelas quais a gente se distanciou. Eu ainda não sei bem. A gente se falava todos os dias, não faltava assunto, não faltava motivos pra discussões, pra risadas e sorrisos. Mas de todos os dias, foi passando pra um dia sim, outro não… Até que chegou ao ponto que estamos agora. Sem trocar sequer uma palavra com o outro. Passei a ser mais uma simples pessoa na sua lista de contatos, mais um simples livro lido na sua estante. É tão complicado e confuso. As pessoas perguntam o que aconteceu entre nós dois, e eu realmente não sei responder. E se tento dizer alguma coisa, me sinto um idiota. Eu queria que tudo fosse como antes. Eu tentei encontrar forças pra tentar reconstruir tudo que a gente perdeu, mas não dá. Não mais. O por quê? Eu não sei. E se eu pudesse te dizer alguma coisa hoje, seria o que o meu coração diz todos os dias: Eu sinto sua falta.





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Eu não assisto novelas, não sei cozinhar, tenho dificuldades em conjugar o verbo amar e as vezes faço um nó em meus pensamentos. Eu não sou sortudo. Por onde passo saio derrubando tudo, desde um vaso sobre a mesa ou até mesmo cortinas. O meu celular não é um dos melhores, o meu computador não é o mega rápido. Minhas roupas nem sempre são de marca, poucas são as vezes que não saio todo amarrotado, todo descabelado, com o tênis desamarrado e a calça larga. Eu não sou tão bom em criar amizades como sou um pouco melhor em futebol e outras coisas. Eu não consigo espirrar de olhos abertos, não consigo comer e conversar ao mesmo tempo - até consigo, deselegantemente. Na escola tenho dificuldades em subtrair e dividir, porém sou ótimo em multiplicar. A minha rua não é tão movimentada, a minha cidade não é enorme. Eu prefiro uma cidade pequena e com boas condições a invés de morar em uma metrópole onde não se pode nem mesmo andar que é esmagado pela multidão. Tem dias que até prefiro o campo. Bem melhor em uma rede deitar, ler, descansar e suavizar. Eu não tenho coordenação motora. Não passo muito tempo com os meus pais, não socializo com os meus vizinhos e não consigo ouvir música com um som mínimo - tem de ser no máximo ou no máximo, é assim. Me dão oito e eu escolho oitenta. Eu gosto de café e odeio chá. Todas as manhãs eu pego o jornal que o jornaleiro joga em meu quintal. Eu não uso sapatos, eu não sei fazer poesias. E que se foda essa porra de sociedade. Eu não sei ser outra pessoa, eu não sei disfarçar o meu ciúme e eu não me desapego facilmente. Odeio dizer um ‘eu te amo’ e dificilmente digo, apenas de último caso. Sempre quebro minhas promessas. Tenho preguiça de limpar ou lavar os meus tênis e são poucas as vezes que arrumo o meu quarto. Acho graça e faço pirraça quando meus pais implicam comigo. Não gosto de empilhar os meus livros, mesmo sendo poucos, odeio organizar minhas gavetas e também odeio arrumar o meu guarda-roupa. Não almoço junto com a família. Sempre separado, no quarto ou na sala e as vezes nem almoço. Eu não gosto de calor, de verão e tomo os meus banhos apenas em águas frias. Até mesmo no inverno. Eu não gosto de jogar baralhos e nem de ser o último da fila. Mesmo sendo o maior da turma. E, por fim, apesar de não conseguir ser uma outra pessoa, eu odeio ser eu. Um erro meu. Eu sou o meu erro.

(Source: cyansea)

29 May 2012, 2 hours ago · 9,948 notes · Reblog
originally cyansea · via: fckineedu

(Source: xlovebug)

Não sou grosso, apenas não sou falso. 

(Source: another-wastedfeeling)

Você lê respira e pensa passou… 

(Source: S-OFREDOR)

Hoje eu acordei com medo, mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro, eu via o infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim e que não tem fim.

(Source: synodik)